Comportamento

13 erros de linguagem que comprometem credibilidade jornalistica

ResumoErros de linguagem em reportagens jornalísticas comprometem a credibilidade do veículo e afastam o leitor. Falhas como concordância inadequada, ambiguidade e uso incorreto de pronomes são exemplos de deslizes que minam a confiança no conteúdo. A precisão linguística é essencial para manter a autoridade e a seriedade da informação jornalística.

Erros de linguagem podem destruir a credibilidade de uma reportagem em segundos. Este artigo lista 13 falhas comuns, de concordância a ambiguidade, que afastam o leitor e comprometem a confiança no jornalista.

André Salgado por André Salgado · Repórter de economia e tecnologia · · 3 min de leitura
13 erros de linguagem que comprometem credibilidade jornalistica

Erros de linguagem comprometem a credibilidade jornalística ao gerar desconfiança no leitor, que pode questionar a precisão dos fatos. Falhas como concordância nominal incorreta, uso errado de crase e ambiguidade sintática são comuns e evitáveis com revisão cuidadosa. A seguir, 13 erros que minam a autoridade do texto e como corrigi-los.

1. Concordância nominal errada

O erro mais básico, mas frequente. Frases como "a juíza irritado" ou "os menino chegou" quebram a confiança. Um estudo da UnB mostrou que erros gramaticais reduzem a credibilidade percebida da notícia. A correção exige atenção ao gênero e número do substantivo.

2. Uso incorreto da crase

Crase antes de palavras masculinas ou verbos é falha grave. Exemplo: "à partir de" ou "à ele". O leitor atento percebe e desconfia da revisão. A regra é simples: crase só antes de feminino que aceite "a".

3. Ambiguidade sintática

Frases que podem ter dois sentidos confundem. "O policial prendeu o suspeito com a arma", quem estava armado? A clareza é essencial em jornalismo. Releia a frase em voz alta para testar.

4. Erro de regência verbal

Verbos como "assistir", "implicar" e "visar" pedem preposições específicas. "Assistir o filme" (sem preposição) significa dar assistência, não ver. O deslize revela desconhecimento da norma culta.

5. Uso de pleonasmo vicioso

Expressões como "subir para cima" ou "entrar para dentro" são redundantes. Em texto jornalístico, cada palavra deve agregar. Corte o excesso e ganhe concisão.

6. Confusão entre "há" e "a"

"Há" indica tempo passado; "a" indica futuro ou distância. "Vou viajar daqui a duas semanas" (futuro) versus "Há dois anos, ele morava lá" (passado). O erro é comum em prazos de eventos.

7. Mau uso de "por que", "porque", "por quê", "porquê"

A confusão entre as quatro formas é clássica. "Por que" (pergunta), "porque" (resposta), "por quê" (fim de frase), "porquê" (substantivo). Cada uma tem função específica.

8. Falta de paralelismo sintático

Listas com estruturas diferentes quebram o ritmo. "Gosta de nadar, correr e de ler", o "de" antes de "ler" quebra a sequência. Mantenha a mesma construção.

9. Gerundismo

"Vou estar enviando" em vez de "enviarei" ou "vou enviar". O gerúndio excessivo soa artificial e alonga a frase. Prefira formas mais diretas.

10. Erro de concordância verbal com sujeito composto

"Foi realizado as obras", o verbo deve concordar com o sujeito plural. O correto é "foram realizadas as obras". O deslize é comum em manchetes apressadas.

11. Uso de estrangeirismos desnecessários

Anglicismos como "performance" por "desempenho" ou "workshop" por "oficina" podem soar pretensiosos. Prefira o termo em português quando houver equivalente claro.

12. Pontuação inadequada

Vírgula mal colocada altera o sentido. "Não, quero ir" (negação) versus "Não quero ir" (afirmação). A vírgula separa ideias e evita ambiguidades.

13. Troca de palavras parônimas

"Inflação" e "infração", "descriminar" e "discriminar". Palavras parecidas com significados diferentes. Uma troca pode mudar completamente a informação.

Para evitar esses erros, adote uma rotina de revisão: leia o texto em voz alta, use um corretor ortográfico e, se possível, peça a um colega para revisar. A credibilidade se constrói com cuidado em cada palavra.

FAQ

Por que erros de linguagem afetam a credibilidade jornalística?

Porque o leitor associa o domínio da língua à competência profissional. Um erro gramatical faz duvidar da precisão dos fatos reportados, segundo pesquisa da UnB.

Qual o erro mais comum em textos jornalísticos?

A concordância nominal e verbal lideram, seguidas pelo uso incorreto da crase. São falhas básicas que passam despercebidas na correria da produção.

Como evitar erros de português em reportagens?

Leia o texto em voz alta, use ferramentas de revisão e mantenha um manual de redação atualizado. A prática constante reduz os deslizes.

O que é ambiguidade sintática no jornalismo?

É quando a frase permite duas interpretações, como "O juiz viu o réu com a mão no bolso". A clareza exige reestruturação da oração.

Estrangeirismos sempre prejudicam a credibilidade?

Não, mas o uso excessivo ou inadequado pode soar desleixado ou pretensioso. Prefira termos em português quando houver equivalentes claros.

Revisão em dupla é eficaz?

Sim. Um segundo par de olhos capta erros que o autor não vê. É prática comum em redações sérias para garantir qualidade.

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