13 erros de linguagem que comprometem credibilidade jornalistica
Erros de linguagem podem destruir a credibilidade de uma reportagem em segundos. Este artigo lista 13 falhas comuns, de concordância a ambiguidade, que afastam o leitor e comprometem a confiança no jornalista.
Erros de linguagem comprometem a credibilidade jornalística ao gerar desconfiança no leitor, que pode questionar a precisão dos fatos. Falhas como concordância nominal incorreta, uso errado de crase e ambiguidade sintática são comuns e evitáveis com revisão cuidadosa. A seguir, 13 erros que minam a autoridade do texto e como corrigi-los.
1. Concordância nominal errada
O erro mais básico, mas frequente. Frases como "a juíza irritado" ou "os menino chegou" quebram a confiança. Um estudo da UnB mostrou que erros gramaticais reduzem a credibilidade percebida da notícia. A correção exige atenção ao gênero e número do substantivo.
2. Uso incorreto da crase
Crase antes de palavras masculinas ou verbos é falha grave. Exemplo: "à partir de" ou "à ele". O leitor atento percebe e desconfia da revisão. A regra é simples: crase só antes de feminino que aceite "a".
3. Ambiguidade sintática
Frases que podem ter dois sentidos confundem. "O policial prendeu o suspeito com a arma", quem estava armado? A clareza é essencial em jornalismo. Releia a frase em voz alta para testar.
4. Erro de regência verbal
Verbos como "assistir", "implicar" e "visar" pedem preposições específicas. "Assistir o filme" (sem preposição) significa dar assistência, não ver. O deslize revela desconhecimento da norma culta.
5. Uso de pleonasmo vicioso
Expressões como "subir para cima" ou "entrar para dentro" são redundantes. Em texto jornalístico, cada palavra deve agregar. Corte o excesso e ganhe concisão.
6. Confusão entre "há" e "a"
"Há" indica tempo passado; "a" indica futuro ou distância. "Vou viajar daqui a duas semanas" (futuro) versus "Há dois anos, ele morava lá" (passado). O erro é comum em prazos de eventos.
7. Mau uso de "por que", "porque", "por quê", "porquê"
A confusão entre as quatro formas é clássica. "Por que" (pergunta), "porque" (resposta), "por quê" (fim de frase), "porquê" (substantivo). Cada uma tem função específica.
8. Falta de paralelismo sintático
Listas com estruturas diferentes quebram o ritmo. "Gosta de nadar, correr e de ler", o "de" antes de "ler" quebra a sequência. Mantenha a mesma construção.
9. Gerundismo
"Vou estar enviando" em vez de "enviarei" ou "vou enviar". O gerúndio excessivo soa artificial e alonga a frase. Prefira formas mais diretas.
10. Erro de concordância verbal com sujeito composto
"Foi realizado as obras", o verbo deve concordar com o sujeito plural. O correto é "foram realizadas as obras". O deslize é comum em manchetes apressadas.
11. Uso de estrangeirismos desnecessários
Anglicismos como "performance" por "desempenho" ou "workshop" por "oficina" podem soar pretensiosos. Prefira o termo em português quando houver equivalente claro.
12. Pontuação inadequada
Vírgula mal colocada altera o sentido. "Não, quero ir" (negação) versus "Não quero ir" (afirmação). A vírgula separa ideias e evita ambiguidades.
13. Troca de palavras parônimas
"Inflação" e "infração", "descriminar" e "discriminar". Palavras parecidas com significados diferentes. Uma troca pode mudar completamente a informação.
Para evitar esses erros, adote uma rotina de revisão: leia o texto em voz alta, use um corretor ortográfico e, se possível, peça a um colega para revisar. A credibilidade se constrói com cuidado em cada palavra.
FAQ
Por que erros de linguagem afetam a credibilidade jornalística?
Porque o leitor associa o domínio da língua à competência profissional. Um erro gramatical faz duvidar da precisão dos fatos reportados, segundo pesquisa da UnB.
Qual o erro mais comum em textos jornalísticos?
A concordância nominal e verbal lideram, seguidas pelo uso incorreto da crase. São falhas básicas que passam despercebidas na correria da produção.
Como evitar erros de português em reportagens?
Leia o texto em voz alta, use ferramentas de revisão e mantenha um manual de redação atualizado. A prática constante reduz os deslizes.
O que é ambiguidade sintática no jornalismo?
É quando a frase permite duas interpretações, como "O juiz viu o réu com a mão no bolso". A clareza exige reestruturação da oração.
Estrangeirismos sempre prejudicam a credibilidade?
Não, mas o uso excessivo ou inadequado pode soar desleixado ou pretensioso. Prefira termos em português quando houver equivalentes claros.
Revisão em dupla é eficaz?
Sim. Um segundo par de olhos capta erros que o autor não vê. É prática comum em redações sérias para garantir qualidade.